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1ª edição do Concurso de Poesias Péricles Eugênio da Silva Ramos – 2019 está lançada

Hoje, dia 21, Dia Mundial da Poesia, o UNIFATEA felicita os seus poetas professores, alunos e muitos que já passaram por aqui.

O dia dedicado a poesia foi criado na 30º Conferência Geral da UNESCO em 16 de novembro de 1999. O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

Para a professora e poeta Irmã Olga de Sá, ao ser questionada qual o efeito da poesia em sua vida, ela responde com um poema:

“Felicidade é promessa sem prazo, sem data marcada, sem fiador, sem garantia. Felicidade é o instante de criar o poema. Sem poesia, a vida se resume num galho seco, pronto para a queima sem poesia, as carências se abatem sobre os miúdos objetos de consumo. Para que poesia, para que literatura? Para fazer as perguntas essenciais sobre a vida e explicar a condição humana. ”

Finaliza a poeta que realizou grandes obras.

E para incentivar esse movimento, a Academia de Letras de Lorena no lançamento da primeira edição do Concurso de Poesias Péricles Eugênio da Silva Ramos. A profª Drª Neide Arruda, presidente da Academia, afirma que o objetivo é incentivar a produção e leitura de poesias e divulgar a literatura produzida por este lorenense, poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário e professor. As normas e critérios de participação, julgamento e classificação dos vencedores do concurso seguem detalhadas no edital disponível no Facebook da Academia de Letras de Lorena: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2001286423501526&id=1493086630988177&__tn__=K-R ou inscrição por escrito na coordenação do curso de Letras do UNIFATEA.

Breve bibliografia:

Péricles Eugênio da Silva Ramos (1919-1992) nasceu na cidade de Lorena-SP. Realizou seus primeiros estudos, em sua terra natal, no Colégio Salesiano São Joaquim, seguindo depois para São Paulo onde bacharelou-se, em 1943, pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

  Seus primeiros e precoces poemas são encontrados nas páginas do jornal carioca Diário de Notícias, de 1936. Em 1940, durante a graduação, participou da antologia “Poesia sob as Arcadas”, organizada por Ulisses Guimarães.

O livro que marca a sua estreia no cenário literário nacional chama-se “Lamentação floral” (1946) e no ano seguinte, com um grupo de escritores e poetas, funda a Revista Brasileira de Poesia, órgão propugnador da estética da Geração de 45.

  Crítico Literário, por vários anos manteve sua coluna no Jornal de São Paulo, Correio Paulistano e Folha da Manhã.

Em 1966, torna-se professor de Literatura Portuguesa e Técnica Redatorial do curso de Comunicação Social da Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, lá permanecendo até 1992.

Foi diretor técnico do Conselho Estadual de Cultura, em 1970, e um dos criadores do Museu de Arte Sacra de São Paulo, do Museu da Imagem e do Som e do Museu da Casa Brasileira.

Em 1988, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte pelo livro de poesias “A Noite da Memória”.

Como tradutor, Péricles Eugênio verteu para o português versos de William Shakespeare, Stéphane Mallarmé, François Villon, Luís de Góngora, Byron, James Gould Cozzens e outros. Produziu várias antologias da poesia brasileira e editou a obra poética de Francisca Júlia e Álvares de Azevedo. Pertencente à terceira geração de modernistas, sua obra poética ainda compreende Sol sem Tempo (1953), Lua de Ontem (1960), Futuro (1968) e Poesia quase Completa (1972).

No UNIFATEA você encontra todo acervo e obras de Péricles Eugênio da Silva Ramos, da professora Irmã Olga de Sá e de outros poetas que aqui deixam seu registro.

Mais fotos: www.facebook.com/unifatea

UNIFATEA, confiáveis como sempre, inovadores como nunca!

Inspiração:

EPITÁFIO

As ondas nascem,/ as ondas morrem,

num só minuto;

mas o pensamento / pode eternizá-las.

As rosas nascem, as rosas morrem;/mas o pensamento /pode concebê-las imortais.

Por isso eu vos tirei do mar, /ó vagas!

Por isso eu vos tirei do lôdo,/ó rosas!/Porém vos fiz etéreas, flamejantes, /para brilhardes sôbre a poeira em que me tornarei.

                                                  (RAMOS, 1946, p. 89-90)

RAMOS, Péricles Eugênio da Silva. Lamentação floral. São Paulo: Assunção, 1946.

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