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“Nas ruínas da Fazenda Ipanema” é tema de artigo publicado na Revista Arquiteturismo por Bianca S. M. Domingos

Publicado na Revista na Revista Arquiteturismo, da Vitruvius, nº 146, ano 13, de maio de 2019, esse artigo escrito por
Bianca Siqueira Martins Domingos, Coordenadora de Relações Institucionais do UNIFATEA, é um relato e fruto de um ensaio fotográfico na antiga Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, na Fazenda Ipanema, em Araçoiaba da Serra no estado de São Paulo.  

Acompanhe um trecho e inspire-se:

Caminhar por entre as ruínas da Fazenda Ipanema é como voltar no tempo. Para ser mais precisa, aos séculos 18 e 19. Foi durante uma viagem à cidade de Araçoiaba da Serra SP que descobri o marco histórico da metalurgia brasileira, reconhecido pela Associação Brasileira de Metais – ABM e pela Sociedade Americana de Metais – ASM. Criada por Dom João VI, a Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema representava progresso e tecnologia para o país e hoje é a Fazenda Ipanema que reconta a história (1).

Para acessar a Fazenda Ipanema é necessário percorrer uma estrada de terra cercada por densa vegetação da Mata Atlântica. Se tiver sorte, conseguirá avistar algumas aves e répteis pelo caminho.

A Fazenda está cravada na Floresta Nacional de Ipanema, que possui uma área de 5.069,73 ha, abrangendo os municípios paulistas de Araçoiaba da Serra, Capela do Alto e Iperó (municípios situados na Região de Sorocaba). A vastidão da área é proporcional à diversidade que a Floresta abriga. Em números, são 69 espécies de mamíferos, 343 espécies de aves, 27 espécies de répteis, 36 espécies de anfíbios e 37 espécies de peixes (2). A Floresta é uma Unidade de Conservação Federal, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.


Lagarto na Floresta Nacional de Ipanema em Iperó SP
Foto Bianca Siqueira Martins Domingos

Dentre as três trilhas por Zonas Primitivas (Afonso Sardinha, Forno de Cal e Pedra Santa), a paisagem construída em ruínas se mistura à natureza que vai se revelando cada vez mais viva ao passo que os visitantes desvelam o lugar. Logo no início do passeio, a Casa da Guarda foi construída inicialmente por taipa de pedra e possui dois andares, chamando a atenção por seu imponente pórtico e diferentes usos: já foi depósito de minério e prisão comum e militar.


Caminho para a Casa da Guarda, na Fazenda Ipanema em Iperó SP
Foto Bianca Siqueira Martins Domingos

No segundo andar da Casa da Guarda, é possível ter uma linda vista para a represa Hedberg. O acesso aos andares é feito por uma escada helicoidal metálica. É incontornável falar sobre as sensações ao visitar as edificações da Fazenda Ipanema. Em cada canto imaginamos a força de trabalho que ali foi empregada, momentos de sofrimento e dor na prisão e a frustração pelo fim da Fábrica. Esse misto de sensações e visões fazem da visita ao local uma experiência inesquecível.


Sombra e luz na Casa da Guarda, na Fazenda Ipanema em Iperó SP
Foto Bianca Siqueira Martins Domingos

Clique e veja o artigo completo: http://vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/13.146/7355

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