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Somos um tecido de histórias

Vamos começar o mês de junho com uma bela reflexão tirada da Agência Info Salesiana (https://www.infoans.org/pt/)

Uma das experiências mais belas que temos como educadores é quando um jovem se aproxima de nós durante o dia e nos pede um minuto de tempo, porque tem algo importante para nos dizer: “Padre, estou apaixonado, sou a pessoa mais feliz do mundo. Eu queria realmente lhe contar isto, porque o senhor é uma pessoa muito importante para mim”. O rosto tem um brilho estranho, as palavras se sobrepõem, há agitação, depois o silêncio: ele espera pela nossa resposta. Às vezes só espera que lhe digamos que estamos felizes por isso, que compartilhamos da sua alegria. Esperam por… ‘uma’ palavra de encorajamento… Sente-se a magia do momento.

O que mais serve para um adolescente é ser ‘ouvido’.

Em todos os tempos, com todas as línguas, por todos os meios, as pessoas continuam a recontar suas histórias, incontáveis histórias que encenaram admiravelmente o encontro entre a liberdade de Deus e aquela do homem. A nossa humanidade tem sido construída sobre histórias que deram identidade a povos e nações, mitos sobre os quais se construíram diferentes valores e formas de vida.

Inserida nessas grandes narrativas sobre as quais se baseia a nossa humanidade – a nossa pequenina história pessoal se soma a muitas outras que contribuem, com sua originalidade e beleza, para esta trama que vai fluindo através do tempo. Não é indiferente se aderimos ou não a este grande projeto de vida. Como afirma o Papa Francisco: “O homem é um ser que raconta”. Desde a infância temos fome de histórias quanto de comida. Quer estejam sob a forma de contos de fadas, de romances, de filmes, de canções, de notícias…, as histórias influenciam nossas vidas, mesmo que não nos demos conta disso. Muitas vezes decidimos o que está certo ou errado baseando-nos nos personagens e histórias que assimilamos. As histórias nos marcam. Moldam nossas convicções e comportamentos. Podem ajudar-nos a entender e a dizer quem somos”.

“O homem precisa de recontar-se”, continua o Papa, “para se ‘revestir’ com histórias, a fim de custodiar sua própria vida”. Não tecemos apenas trajes: também histórias. Na verdade, a capacidade humana de “tecer” leva tanto a tecidos quanto a textos“.

Quando o Papa usa “tecido” como metáfora da nossa vida, propõe uma imagem bela e complexa: convida-nos a imaginar uma como rede infinita, que se compõe ao longo do tempo, em que cores e urdiduras formam milhares de combinações que se entrelaçam e formam um desenho único: nós.

O Papa convida-nos a ler nossa história de vida “com os olhos do Narrador – o único que tem o ponto de vista final – para nos aproximar dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores ao nosso lado na história de hoje”.

E continua: “Mesmo quando narramos o mal, podemos aprender a dar espaço à redenção, podemos reconhecer no meio do mal o dinamismo do bem… E dar-lhe espaço”.

Somos parte de uma rede infinita, não podemos esquecer isso. Temos a possibilidade de atar infinitos “nós”. Para os aspirantes a colaboradores, Steve Jobs perguntava: “Você quer uma vida comum ou quer mudar o mundo?” A resposta a esta pergunta depende do significado e da espessura do tecido da nossa vida.

Dom Bosco em seu tempo respondeu a esta pergunta. Certamente era um menino insignificante aos olhos de seus contemporâneos. Sem instrução e sem recurso, sua vida estava condenada ao anonimato. Mesmo assim ansiou por mudar o mundo: quis ser diferente e “fazer frutificar” seus talentos. Ali transformou o destino: e só por esta razão nós estamos aqui. O Espírito de Deus vai tecendo a trama em nossas vidas com liberdade e criatividade, ajudando-nos a fazer emergir o que somos aos olhos de Deus.

Deus é o nosso ouvinte! Por vezes nos aproximamos d’Ele e, com voz tímida, dizemos: “O senhor teria algum minuto para mim? É que tenho uma coisa importante para Lhe contar e só o senhor me pode entender”. É um momento fabuloso!

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