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Um mundo mais verde depois da pandemia

O Papa Francisco costuma perguntar: que mundo deixaremos às crianças e aos jovens? Esta não é apenas uma questão ambiental, mas de Pastoral Juvenil. Ou melhor, ela confirma que as questões ambientais se tornaram um aspecto complementar da Pastoral Juvenil.  

A atual pandemia do coronavírus chamou novamente a atenção para este ponto, uma vez que provocou uma crise de saúde global, problemas sociais generalizados e um enorme impacto na economia mundial. Como isso atingirá diretamente a vida e o futuro dos jovens?

Podemos afirmar que a pandemia do coronavírus está diretamente relacionada a questões ambientais? Não podemos arbitrariamente chegar a tal conclusão, mas sabemos que a interferência na natureza e a destruição de seus hábitats normalmente estão entre as principais causas de propagação de doenças infecciosas.

As mudanças climáticas e a poluição são preocupações igualmente sérias, que têm um impacto em nossa vida e em nosso futuro.

Qual é a nossa resposta como salesianos? Ao falar da pandemia de coronavírus, o Reitor-mor observou: “Espero que aprendamos algo com tudo isso… Depois desta pandemia, não será mais possível ficar indiferentes perante a ecologia”.

Voltando à pergunta inicial e à resposta salesiana, gostaria de propor algumas sugestões práticas.

Cultivar uma boa administração por meio da Espiritualidade Juvenil Salesiana

Devemos deixar de ser “consumidores” para nos tornarmos “guardiões” da Terra. Cultivar a boa administração – cuidar, proteger, monitorar e preservar a Terra – deve ser um elemento central da Espiritualidade Juvenil Salesiana.

Alguns podem perguntar: “O cuidado com a natureza era realmente um valor para Dom Bosco?”. Bem, lembremos que ele foi criado no campo e que Mamãe Margarida costumava apontar as estrelas e os campos para falar-lhe sobre a Providência de Deus… Além disso, o “Quadro de Referência da Pastoral Juvenil Salesiana” declara que o objetivo da Espiritualidade Juvenil Salesiana é “gerar um modo de vida cristão compatível com as pessoas de nosso tempo, vivendo na situação atual”.

Educar para a cidadania ecológica

Dom Bosco repetia com frequência que o objetivo de suas obras educativas era formar “bons cristãos e honestos cidadãos”. Cuidar do Planeta é certamente uma das responsabilidades hoje atribuíveis a um bom cidadão.

O conceito de “cidadania ecológica” enfatiza que temos o dever de reduzir a nossa “pegada ecológica”. O Papa Francisco considera que o objetivo da educação ambiental precisa “recuperar os distintos níveis de equilíbrio ecológico: o interior consigo mesmo, o solidário com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus. A educação ambiental deveria predispor-nos para dar este salto para o Mistério, do qual uma ética ecológica recebe o seu sentido mais profundo” (LS 210).

Tudo isso oferecendo, em primeiro lugar, o nosso testemunho.

Conduzir mudanças por meio de movimentos juvenis ambientais

O acompanhamento de grupos e movimentos juvenis é uma característica bem conhecida da nossa pedagogia salesiana, tanto quanto a promoção do protagonismo juvenil. Por este motivo, deveríamos nos concentrar na criação e promoção de “grupos” ambientais em todas as nossas instituições.

Ouve-se com frequência, hoje, a afirmação: “Não devemos voltar ao normal, porque a normalidade é que era o problema!” A pandemia atual é um poderoso apelo à mudança. E acredito que esta mudança será impulsionada pelos jovens e pelos líderes dos movimentos juvenis. Para nós, salesianos, esta é uma grande oportunidade e uma profunda responsabilidade!

Padre Savio Silveira, SDB, é porta-voz da “Don Bosco Green Alliance” (Aliança Verde Dom Bosco).

Fonte: Boletim Salesiano

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